O piloto de Lisboa e o seu colega de equipa, o francês Paul Levet, estiveram em evidência ao longo de todo o fim-de-semana, conquistando uma vitória na Pro-Am que, sem algum azar, poderia ter sido acompanhada por uma segunda.
Depois dos dois pódios alcançados em Spa-Francorchamps, Miguel Cristóvão chegava ao traçado germânico com expectativas moderadas. O piloto português não competia em Nürburgring desde 2018, quando disputou as GT4 European Series e conquistou um pódio na classe GT4 Pro-Am, enquanto Paul Levet também não tinha uma experiência significativa no circuito. A adaptação ao traçado e a evolução do Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2 da Vincenzo Sospiri Racing seriam, por isso, aspectos determinantes ao longo da ronda.

A resposta da dupla foi imediata. Paul Levet, piloto da Lamborghini Junior Drivers Academy, assegurou a pole-position à geral na qualificação, enquanto Miguel Cristóvão colocou o Lamborghini número 66 no quarto lugar da Pro-Am. Os resultados deixavam antever um fim-de-semana forte e as expectativas confirmaram-se na primeira corrida.
Partindo da pole-position, Paul Levet arrancou de forma exemplar e manteve o comando da prova, construindo uma vantagem confortável sobre os perseguidores. Quando Miguel Cristóvão assumiu os comandos do Lamborghini, manteve um ritmo elevado e controlou a corrida na classe Pro-Am, garantindo a primeira vitória da temporada. O piloto português terminou ainda no quinto lugar da classificação geral, depois de não se envolver em lutas com adversários da classe Pro.
“Foi um fim-de-semana sempre a progredir. Afinámos bem o carro e fomos aumentando o ritmo, numa pista muito técnica, como é Nürburgring. No meu caso, também fui evoluindo, pois não corria aqui desde 2018. Ganhámos bem a primeira corrida, sem qualquer ajuda do Safety-Car. Liderámos à geral até oito minutos do fim, mas, para nós, o importante era vencer a Pro-Am e não valia a pena envolvermo-nos em lutas com os carros da classe Pro. Foi uma vitória muito positiva e deixou-nos muito animados para a corrida seguinte”, começou por dizer Miguel Cristóvão.

Na segunda corrida, disputada no domingo, o piloto português a assumiu o primeiro turno e protagonizou uma prestação de grande nível. Manteve um ritmo elevado que permitiu à equipa permanecer na quinta posição da sua classe, mantendo-se luta pelos lugares cimeiros da Pro-Am. Paul Levet assumiu depois os comandos e iniciou uma forte recuperação, chegando à liderança depois de ganhar várias posições.
Quando a vitória parecia novamente ao alcance da dupla da Vincenzo Sospiri Racing, a corrida foi interrompida com bandeira vermelha na sequência de um violento acidente na Curva 1. A prova não seria retomada e, de acordo com os regulamentos, a classificação foi estabelecida com base na classificação verificada duas voltas antes da interrupção. Como consequência, Miguel Cristóvão e Paul Levet acabaram oficialmente no quarto lugar da Pro-Am, apesar de terem chegado à liderança nas voltas finais.
“A segunda corrida foi um misto de emoções. A duas voltas do fim passámos para a liderança, mas houve, entretanto, um acidente gigantesco com outro piloto e a Direcção de Corrida teve de interromper a prova com bandeira vermelha. Foram retiradas duas voltas à classificação, o que fez com que terminássemos em quarto lugar”, apontou Miguel Cristóvão, antes de fazer o balanço de uma corrida que deixou um sabor agridoce, como explicou: “para nós, foi um balde de água fria, porque este resultado condiciona-nos bastante na luta pelo campeonato. Ainda assim, continuamos na batalha e vamos fazer o melhor possível nas duas rondas finais. Faltam quatro corridas, em Barcelona e Monza, e tenho a certeza de que são circuitos mais favoráveis para nós. Vamos tentar fazer a diferença aí”.
A próxima etapa do Lamborghini Super Trofeo Europe realiza-se em Barcelona, entre os dias 2 e 4 de Outubro.


