A participação da dupla Ricardo Filipe / Rui Rodrigues, em Skoda Fabia R5, na 67.ª edição do Rali da Madeira, terminou mais cedo do que o desejado, depois de uma transmissão ter cedido na parte final da PEC 7 (Ribeiro Frio), obrigando ao abandono quando a dupla rodava já na luta pelo Top 10 entre as equipas pontuáveis para o Campeonato de Portugal de Ralis e dentro do Top 20 absoluto da prova.
Apesar do desfecho inglório, o balanço competitivo é claramente positivo. Depois da Super Especial Cidade do Funchal, disputada perante uma verdadeira enchente de público, Ricardo Filipe e Rui Rodrigues entraram no longo dia de sexta-feira com o objetivo de manter um andamento rápido, consistente e dentro do plano definido. A dupla foi cumprindo esse desígnio, registando boas sensações, bons tempos e confirmando a evolução que Ricardo Filipe tem vindo a demonstrar ao volante do Skoda Fabia R5.
“Foi um final infeliz para um rali que estava a ser muito positivo. Estávamos já na parte final da PEC 7, em Ribeiro Frio, quando uma transmissão cedeu e fomos forçados a abandonar. Até aí, estávamos a fazer aquilo que tínhamos planeado: rápidos, consistentes e sem exageros”, afirmou Ricardo Filipe.
O piloto algarvio, que defende as cores da Olha o Cogumelo, não escondeu a frustração pelo abandono, sobretudo pela forma como a prova estava a decorrer. A dupla encontrava-se numa fase de clara consolidação de ritmo, bem posicionada entre os concorrentes do CPR: “Quando abandonámos, estávamos já na luta pelo Top 10 entre as equipas que pontuam para o CPR e dentro do Top 20 da geral. Isso deixa-nos pena, naturalmente, porque sentíamos que havia margem para continuar a crescer ao longo do rali, mas também nos dá orgulho pelo trabalho que estávamos a fazer”.
A extensão do problema não permitiu que a dupla pudesse regressar à estrada no sábado. Mesmo assim, Ricardo Filipe fez questão de destacar o empenho da estrutura e o apoio que tem recebido neste processo de evolução: “A ARC Sport tudo fez para recuperar o carro, mas infelizmente não foi possível alinhar na etapa de sábado. Quero agradecer muito à equipa pelo trabalho, pelo profissionalismo e pelo apoio que me tem dado, não só na preparação do carro, mas também na minha evolução enquanto piloto”.
A presença no Rali da Madeira ficou ainda marcada pela enorme envolvência popular, desde a sessão de autógrafos no Casino até à Super Especial Cidade do Funchal, completamente cheia. Para Ricardo Filipe, esse ambiente voltou a confirmar o lugar especial que a prova ocupa no panorama dos ralis: “Os fãs da Madeira são únicos. A sessão de autógrafos, a Super Especial do Funchal e todo o ambiente nas estradas deram-nos uma energia incrível. É esse combustível humano que alimenta a nossa paixão e a vontade de dar tudo em prova”, destacou.
Embora a prova tenha terminado antes do previsto, Ricardo Filipe sai da Madeira com sinais positivos para o futuro. O ritmo apresentado, a consistência demonstrada e a competitividade alcançada até ao momento do abandono reforçam a motivação da dupla e da equipa para os próximos compromissos da temporada.
“Saímos da Madeira com pena pelo abandono, mas também com a certeza de que continuamos a evoluir. Este rali mostrou que estamos cada vez mais competitivos e isso dá-nos muita motivação para continuar a trabalhar”, concluiu Ricardo Filipe.


