Wednesday, 28 October 2026 20:21

Algarve Classic Festival - 300 km Algarve Sports Cars

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Duelo de gigantes nos 300 km Algarve Sports Cars

Com uma fabulosa grelha de 27 protótipos, GT e Turismos, a segunda edição dos 300km Algarve Sports Cars promete ser o grande cartaz do Algarve Classic Festival, que leva o Autódromo Internacional do Algarve a viver, entre 30 de Outubro e 1 de Novembro, um fim de semana de pura nostalgia sobre rodas.

Num fim-de-semana em que o som inconfundível dos motores clássicos voltará a ecoar pelo imponente circuito de Portimão, a corrida principal do programa promete conjugar espectáculo, competitividade e nostalgia. Disputada ao longo de 120 minutos, ou 300 quilómetros, a prova incluirá paragens obrigatórias para reabastecimento e troca de pilotos, e está aberta a sportscars construídos entre 1963 e 1972, bem como a modelos GT e Turismos produzidos entre 1966 e 1980.

A edição de 2025 foi conquistada pelos britânicos John Emberson e James Bellinger, ao volante de um Chevron B19, que superaram João Macedo Silva e José Monroy, num Lola T70 Mk3 Coupé. O terceiro lugar absoluto coube a Joel Hopwood e Nigel Greensall, num Chevron B8, dupla que arrecadou igualmente a vitória na classe H-1969. Os três carros marcarão presença na edição deste ano, com a mesma ambição e vontade de conquistar o troféu e o relógio oferecido pelo patrocinador Briston Watches ao vencedor da corrida.

Perfeita homenagem à Golden Age of Motorsport

Numa grelha de partida de encher o olho, a categoria H-1972 até 2000 cc é a mais numerosa, com dez carros inscritos, e conta com uma forte presença dos protótipos da Chevron e da Lola, duas marcas britânicas que estão intimamente ligadas ao desporto motorizado nacional e do ultramar.

Além do B19 dos vencedores do ano passado, John Emberson e James Bellinger, Kyle Tilley e Phil Keen guiarão um carro idêntico, que em 2025 andou nos lugares cimeiros e fez a melhor volta da corrida em 1:52.225. Alan Purbrick e David Brise, Robin Ellis e Andy Wolfe, e Paul Cope e John Sheldon, este último piloto no tempo do Grupo C, estarão ao volante de outros três exemplares inscritos.

O sexto Chevron da classe é um B21, um automóvel com uma história além fronteiras, que passou por Angola e Portugal e ostenta as cores do Team BIP. Na “montanha-russa” de Portimão, o carro com que Carlos Gaspar alcançou o terceiro lugar da Rampa da Penha de 1972 será partilhado pelo quarteto constituído por Carlos Tavares, Edgar Botelho Moniz, José Forte e Frédéric da Rocha.

Se a marca fundada pelo autodidata Derek Bennett conta com seis carros nesta classe, a criada pelo rival da época, Eric Broadley, conta com três exemplares: dois T290, o modelo que fez a pole position em 2025, e um T212. Nicholas Topliss e James Topliss partilham um Lola T290, enquanto Alex Collins e Martin Stretton, tri-campeão da FIA Historic F1 Championship, alinham com um carro igual. A grelha fica completa com James Claridge e James Denty, ao volante do mesmo Lola T212 que competiu nas 24 Horas de Le Mans de 1971, pilotado por Guy Edwards e Roger Enever.

Mas a variedade da classe não fica por aqui, pois inscrito está também o Daren Mk 2 de 1970, valente máquina confiada ao volante de Georg Kjallgren. Das oficinas britânicas saíram, entre 1968 e 1972, apenas oito unidades deste protótipo, movido por um motor Cosworth FVA de 1600 cc, e dessas só dois exemplares resistiram à passagem do tempo, ambos hoje entregues aos cuidados da Triple R Restoration, de Richard Doe.

A categoria H-1972 acima de 2000 cc reúne quatro espectaculares Lola T70 inscritos no evento. Além do Mk3 Coupé com que João Macedo Silva dividirá desta vez com Diogo Ferrão, David Kelly e Stephen Doyle partilham um Lola T70 Mk3B, preparado pela Gary Dunlop Motorsport, enquanto Bruno Pereira, Charlie Hyett e Michel Speyer alinham com outro Mk3B, inscrito pela Pegasus Classic Engineering, que na edição passada lutou pelo triunfo até uma avaria mecânica travar a sua marcha. O último T70 é ainda mais raro, pois é um Mk3B Spyder, um dos quatro originalmente construídos. Este Lola muito especial será conduzido por Marc Devis e Nick Padmore, dois pilotos com enorme experiência neste tipo de competições. Padmore é conhecido do público português pelas vitórias ao volante de Lotus no Classic GP para carros de F1 anteriores a 1986, no Estoril Classics.

Na categoria H-1969, os seis inscritos evocam uma das épocas mais marcantes das corridas de resistência. Vencedores da classe na edição passada, Joel Hopwood e Oliver Bryant partilham o mesmo Chevron B8, ao passo que Robin Tuluie fez a sua estreia com o seu exemplar a solo. Bernard Foley e Lewis Dunlop repetem a presença no Crossle 9S, um pequeno protótipo nascido nas garagens de Holywood, perto de Belfast, na Irlanda do Norte, e que foi segundo da classe.

Depois do pódio alcançado na edição anterior, Richard McAlpine e Nigel Greensall voltam a pôr em pista o McLaren M1b de 1965, um protótipo movido por um V8 de 5700 cc, que Bruce McLaren concebeu para a sua investida na Canadian-American Challenge Cup, a célebre Can-Am.

Que seria de uma prova desta natureza sem um Ford GT40? Pois lá está ele na H-1969, a ostentar a oval azul. Bruno Duarte e Filipe Silva Jesus, figuras habituais do Historic Endurance, estreiam-se ao volante de um GT40, escudados na experiência de Andy Newall. Henry e Martin Stephenson, pilotos calejados em provas de clássicos, lançam-se na luta com outro GT40.

GT/TC: Raiz e tradição

Mas nem só de protótipos vive esta grelha, pois a raiz das corridas de endurance está nas batalhas de carros de diferentes classes travadas dentro de pista. Sete máquinas, sete escolas do Turismo e do Grande Turismo: é o que a classe GT/TC põe em pista, nas mãos de pilotos que as pistas ibéricas conhecem bem, tantas foram as vezes que se bateram nas provas do Iberian Historic Endurance. Para realçar o papel dos Turismos e GT nesta apaixonante prova de resistência, a Briston Watches oferecerá igualmente um relógio ao primeiro classificado de uma classe que, no seu tempo, sempre correu lado a lado com os protótipos.

Os francófonos Olivier Muytjens e Brice Pineau, vencedores da classe nos 300km do ano passado, alinharão com o mesmo e competitivo Porsche 911 3.0 RS, preparado pela equipa belga HY Racing, que, pelo historial, se apresenta como o natural favorito.

Ralf Schnitzler e Patrice Campillo guiam um Datsun 240Z, que este ano correu nos 300 km de Paul Ricard. Apesar da história deste modelo nos remeter aos ralis, a realidade é que o carro japonês participou em todas grandes clássicas de resistência do planeta: Le Mans, Sebring e Daytona. Tal como ao “Z”, a Garagem João Gomes prestará assistência também ao Porsche 924 partilhado por António Reis e José Carvalhosa e ao 911 2.5 ST que a dupla de pai e filho, Piero e Guilherme Dal Maso, dividirá com Marco Nunes.

Para gáudio os aficionados dos carros americanos, surgirá o imponente Shelby Mustang GT350, uma máquina com um motor de 4700 cc que o Shelby Mustang GT350R Team entregará a Ernesto Silva Vieira e António Paquete. Fecham a lista de inscritos os dois bólides da Ecurie Luxembourg: um BMW 2002, nas mãos de Michel Welter e Felix Feltes, e um Alfa Romeo GT Am, confiado a Patrick Wilwert e Philippe Vermast, os vencedores da subclasse H-1965 GR2 nas 3 Horas de Spa do Historic Endurance em Abril.

Como assistir:

Durante o fim-de-semana, o Algarve Classic Festival convida o público a uma viagem pela história do automobilismo, congregando máquinas de várias épocas num ambiente de saudade e ao som inconfundível dos motores de outrora.

A entrada é livre dos 3 aos 16 anos. Os bilhetes encontram-se à venda no site oficial do evento, em algarveclassicfestival.org, em várias modalidades à escolha: o bilhete «Bancada Principal» dá direito à bancada principal; o «Paddock» abrange, além desta, o acesso ao paddock; e o bilhete «Torre VIP» franqueia ainda as portas da Torre VIP, com entrada no paddock e na bancada principal.

Com os treinos de qualificação marcados para as 16h40 de sexta-feira, 30 de Outubro, a grande prova, os 300km Algarve Sports Car, fica reservada para o fim da tarde de sábado, 31 de Outubro. A corrida chegará ao fim já depois de o sol se pôr, oferecendo uma imagem inesquecível dos carros em pista, alumiados apenas pelos seus faróis, como nas grandes provas de resistência de outrora.

Last modified on Wednesday, 28 October 2026 20:55