Monday, 26 October 2026 22:36

Miguel Cristóvão enfrentou dificuldades em Monza

Written by

Miguel Cristóvão enfrentou duas corridas particularmente exigentes nas Finais Mundiais do Lamborghini Super Trofeo, disputadas em Monza, num fim-de-semana marcado por dificuldades de afinação e por um pelotão extremamente competitivo e agressivo.

Apesar de os resultados não terem traduzido o potencial demonstrado pelo piloto português, a sua prestação voltou a evidenciar capacidade de luta, consistência e determinação perante a adversidade.

A semana começou com dificuldades para Miguel Cristóvão e Paul Levet na adaptação às afinações do Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2 da Vincenzo Sospiri Racing. As diferenças nos amortecedores em relação à configuração habitual complicaram o trabalho de preparação, impedindo a dupla de encontrar um compromisso que permitisse explorar plenamente o potencial do carro. Ainda assim, a equipa conseguiu minimizar as dificuldades na derradeira ronda do campeonato europeu, conquistando um segundo lugar na classe Pro-Am na segunda corrida, disputada sob condições de pista húmida.

As dificuldades persistiram nas qualificações das Finais Mundiais, com o Lamborghini a apresentar um comportamento inesperado para ambos os pilotos. Sem conseguir encontrar as condições ideais para a qualificação, a dupla ficou condicionada na definição das posições de partida, enfrentando um desafio acrescido numa competição em que a intensidade das disputas e a frequência dos incidentes tornam particularmente difícil recuperar lugares.

Na primeira corrida, Miguel Cristóvão e Paul Levet conseguiram, ainda assim, construir uma prova competitiva. Beneficiando de uma estratégia eficaz e de um ritmo consistente, chegaram ao terceiro lugar da classe Pro-Am, ficando em posição de assegurar um lugar no pódio. Contudo, já perto da bandeira de xadrez, um toque sofrido pelo piloto português comprometeu o resultado e fez escapar uma recompensa que parecia ao alcance da dupla.

A segunda corrida, disputada no domingo, voltou a colocar à prova a capacidade de Miguel Cristóvão para enfrentar um pelotão particularmente aguerrido. Partindo do 30.º lugar da classificação geral, o piloto português evitou os incidentes iniciais e protagonizou uma excelente primeira volta, na qual subiu até à 24.ª posição. A progressão ficou, porém, limitada por vários períodos de Safety-Car durante o seu turno, que reduziram as oportunidades para continuar a recuperar terreno. Paul Levet deu seguimento ao trabalho da dupla e levou o Lamborghini até ao 21.º lugar da geral, correspondente à sétima posição da classe Pro-Am.

No balanço de uma semana exigente, Miguel Cristóvão destacou as dificuldades técnicas que condicionaram a preparação e o impacto das posições de partida numa competição com este nível de intensidade. “Foi uma semana particularmente exigente, apesar do segundo lugar alcançado numa das corridas do campeonato europeu. As condições de chuva acabaram por favorecer a nossa prestação, numa semana em que tivemos muitas dificuldades em encontrar as afinações correctas para o carro. Os amortecedores eram diferentes do habitual, o que tornou mais difícil acertar o Lamborghini e encontrar um compromisso competitivo. Nunca conseguimos colocar o carro nas melhores condições, o que se reflectiu nas qualificações das Finais Mundiais. Numa competição com este nível de competitividade, em que há muitos toques e disputas intensas em pista, partir de posições mais atrasadas torna tudo muito mais complicado”, explicou o piloto de Lisboa.

Embora os resultados finais tenham ficado aquém das expectativas, a prestação nas Finais Mundiais não apaga a competitividade demonstrada por Miguel Cristóvão ao longo da temporada, na qual conquistou vitórias e pódios numa das categorias mais disputadas do automobilismo de GT. Em Monza, mesmo perante dificuldades de afinação e corridas marcadas por incidentes, o português mostrou capacidade para lutar pelos lugares cimeiros sempre que as circunstâncias o permitiram.

“Foram duas corridas bastante duras, com muitas batalhas e incidentes. O resultado ficou aquém das nossas expectativas, mas as corridas também são isto. Estamos sempre a aprender e a retirar ensinamentos de cada experiência”, concluiu Miguel Cristóvão, sublinhando a importância de transformar as dificuldades enfrentadas em experiência para os próximos desafios.

Leave a comment

Make sure you enter all the required information, indicated by an asterisk (*). HTML code is not allowed.