Tuesday, 08 October 2019 14:01

Rego cumpriu objetivos em rali exigente e desafiante

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O Rali Vidreiro – Centro de Portugal foi uma daquelas provas complicadas que servem para colocar à prova as equipas e para as fazer crescer. Aproveitar todas as dificuldades para evoluir é o objectivo primordial que norteia as participações de Luís Rego Jr. e Jorge Henriques em provas do Campeonato de Portugal de Ralis.

Luís Rego Jr. e Jorge Henriques não tiveram vida fácil para conseguir terminar o Rali Vidreiro na 8ª posição da geral. Ainda antes do início da prova, aquando dos testes e reconhecimentos, o piloto que representa as cores dos Açores no nacional de ralis comentou que “às vezes não dá para perceber se estamos em um rali de terra ou asfalto, tanta é a sujidade e os cortes na estrada”. Recorde-se que esta é a primeira incursão do jovem micaelense pelos troços da zona da Marinha Grande e apenas a sua segunda participação em provas do Campeonato de Portugal de Ralis pelo que o desconhecimento das características específicas da prova era total.

Os contratempos não se ficaram por aí e na manhã do primeiro dia de prova, em pleno Shakedown, surgiram alguns problemas mecânicos que não permitiram que a equipa fizesse o qualifying em condições normais. Oportunidade para os técnicos da ARC Sport e da Rego Júnior Competições brilharem ao resolverem eficazmente os problemas reportados por Rego e Henriques.

Com o arranque da prova, os pisos muito sujos e altamente escorregadios foram os principais adversários da equipa açoriana mas Luís Rego Jr. optou por transformar as dificuldades em oportunidades: “É com condições muito diferentes daquelas que encontramos nos Açores que podemos ir evoluindo. Espero aproveitar para me tornar um piloto cada vez mais completo e capaz de enfrentar qualquer tipo de pisos”, afirma o piloto.

A manhã do segundo dia também não foi branda para os homens do Fiesta R5 que sofreu de alguns problemas de travões que foram apenas resolvidos na passagem pela assistência. Apesar de à tarde Luís Rego Jr. ter optado por não forçar demasiado o andamento, ficou notória a evolução que o piloto teve ao longo do rali. “Se olharmos para a evolução dos nossos andamentos face aos dos primeiros classificados, no único troço que se disputou por 3 vezes, concluímos que a diferença baixou de 1,6 para 1 segundo por quilómetro, isto num rali disputado à décima e em que os primeiros andaram a fundo até ao final”, analisa, satisfeito, o piloto.

Nas declarações finais de Luís Rego Jr. não ficam esquecidas a ARC Sport e a Rego Jr. Competições que suportam em conjunto as participações de Rego e Henriques no nacional de ralis. “Estiveram novamente à altura e desta vez foram mesmo postos à prova porque houve problemas complicados para resolver. Tenho que lhes agradecer pela competência e pelo profissionalismo que se torna cada vez mais evidente”, elogia o piloto que também agradece o enorme apoio que tem sentido mesmo quando corre longe de casa. “É fantástico perceber que mesmo aqui no continente continuo a receber imensas manifestações de carinho e força, tanto através das redes sociais como até em contactos pessoais de muitos que vêm ter connosco com uma palavra de estímulo e motivação. A todos um enorme “Obrigado”!”

Rego termina deixando uma palavra de solidariedade a todos os que, nos Açores foram atingidos esta semana pelo furação Lorenzo. “Nos Açores aprendemos a ser fortes e a lutar contra as adversidades. Juntos vamos conseguir reerguer-nos”.

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