Monday, 25 November 2019 22:44

Group 1 Portugal 250 Km do Estoril

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O Group 1 Portugal encerrou este domingo a temporada de 2019 com os tradicionais 250 Km do Estoril, que já são uma tradição para equipas e pilotos desta competição. As duas horas de corrida promovem as incertezas no resultado até ao final, até porque os moldes da corrida fogem às regras daquilo a que os pilotos do Group 1 Portugal estão habituados.

A sessão de qualificação desenrolou-se bem cedo, com uma bela manhã de sol e foi o Ford Escort RS 2000 do trio Diogo Lopes/Martins/Soares com o tempo de 2:05.303, a ser o mais rápido, seguido da dupla Dias Pedro/Pereira, com uma diferença de apenas 0,125 centésimas em Ford Escort idêntico. Não que isso interesse muito numa prova de duas horas, mas é a previsão para uma fantástica corrida. A terceira posição da grelha foi conseguida por outro Ford Escort RS 2000, com a dupla Vieira/Cruz e estas três equipas dominam também a categoria H81-2000.

O primeiro dos H81-Max foi o actual líder da categoria, o potente Jaguar XJS V12 que habitualmente é pilotado apenas por André Castro Pinheiro, mas que desta vez tem o talentoso piloto Francisco Sande e Castro para dividir o volante, a ocupar a quinta posição da grelha. Francisco Sande e Castro que pilotou um carro similar nos anos 80 e é como um regresso ao passado para o piloto Sande e Castro. Nesta categoria, o segundo mais rápido na sessão de qualificação foi o Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco, que desta vez também trazem o companheiro Rui Salgado. Na terceira posição dos H81-Max estão Nunes/Dal Maso em Porsche 924 Turbo a apenas 0,28 centésimas dos seus precedentes.

Nos H81-1600, são os Golf GTi a dominar os primeiros lugares, com os pilotos Carlos e Nuno Matos a serem os mais rápidos, em segundo a tripla Gaspar/Amara/Ferreira e no terceiro qualificaram-se Cerveira Pinto/Pedro Liberal, todos praticamente dentro do mesmo segundo.

Na H71-1600, o mais rápido foi o Alfa Romeo Giulia de João e Miguel Ribeiro, mas terá o BMW 1600 Ti de Paulo Antunes/Pinto Abreu no seu encalço.

Na Production Cup, dos nove Datsun 1200 a alinharem nesta prova, os mais rápidos foram Freitas/Magalhães, a dupla que leva o líder da categoria e em segundo surge a parelha Santos Mendonça/Neto, com os terceiros a serem Pinto Abreu/Rebelo Martins, prometendo uma corrida muito animada face aos tempos muito próximos.

O Troféu Mini apresentava na “Pole Position” a tripla Sales/Salvada/Cavaleiro e Silva, seguido de Affonso/Veiga e de Rêgo/Leal mas a luta entre os sete magníficos Mini promete ser animada.

Nota também para o Ford Escort RS 2000 do pai e filho Gaspar, que não rodou na qualificação por problemas técnicos, mas que é sempre um forte candidato aos lugares cimeiros e vai partir do último lugar da grelha.

Corrida de duas horas decidida nos últimos 5 minutos

Depois de uma manhã solarenga, nada fazia prever o início da corrida para os 250 km do Estoril do Group 1 à chuva. A verdade é que na partida para a última corrida do ano, caía uma chuva miudinha que deixava antever um início complicado em termos de aderência, mas a mestria e o cuidado acrescido dos pilotos conscientes que estão no início de uma prova de duas horas, fez com que a partida corresse sem incidentes.

O Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira ganha a dianteira ao Ford idêntico de Diogo Lopes/Martins/Soares, que saía da Pole Position, com outro Ford Escort RS 2000, da dupla Vieria/Cruz logo atrás. O Golf Gti do trio Gaspar/Amaral/Ferreira faz um bom arranque e sobe ao quarto lugar, afirmando-se ainda mais líder da categoria H81-1600 e relegando o Ford Escort RS 2000 de Macedo/Gago para quinto e o Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro para sexto, este último que continuava a liderar a categoria H81-Max. Logo de seguida vinham dois VW Golf GTi, os segundo e terceiro da categoria H81-1600, o primeiro de Carlos Matos/Nuno Matos e o outro de Cerveira Pinto/Pedro Liberal. Os dois gladiadores da H71-1600 arrancavam juntos, o Alfa Romeo Giulia de João e Miguel Ribeiro e o BMW 1600 Ti de Paulo Antunes/Pinto Abreu e seguiam em luta direta, enquanto na Production Cup, o Datsun 1200 conduzido por Freitas/Magalhães mantinha-se líder da categoria, mas com outro Datsun de Posser/Guedes no seu encalço, sendo Santos Mendonça/Neto os terceiros. No Troféu Mini, o equilíbrio era o que se esperava, com o modelo de Affonso/Beirão da Veiga na frente da luta a três com Dal Maso/Carvalhosa e Sales/Salavada/Cavaleiro e Silva, com constantes trocas de posições até este último se atrasar nesta luta e deixar os outros dois sozinhos, mas sempre com o Mini de Rego/Leal à espreita, que aos 20 minutos de corrida já rodava junto dos dois primeiros. Mais atrás, o trio Sales/Salvada/Cavaleiro e Silva fazia o Mini recuperar posições depois do deslize em pista e na Production Cup o Datsun 1200 de Posser/Guedes ascendia à liderança da categoria. Lá na frente, tudo igual, com o Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira a liderar, o Golf GTi de Gaspar/Amaral/Ferreira em quarto a liderar a categoria H81-1600 e o Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro a comandar os H81-Max.

Depois da primeira paragem e quando ainda faltava mais de uma hora para o final da corrida, o Ford Escort RS de Diogo Lopes/Martins/Soares assalta a liderança da prova e remete o Ford Escort idêntico de Dias Pedro/Pereira para o segundo posto. O VW Golf Gti de Gaspar/Amaral/Ferreira beneficiava das condições meteorológicas adversas para subir a um fantástico 3º lugar da geral e consolidar a posição de líder na categoria H81-1600. O Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro mantinha-se no sexto lugar a liderar a categoria H81-Max, com o Porsche 924 Turbo de Nunes/Dal Maso em segundo e o Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco em terceiro. É por esta altura que o Golf Gti de Carlos e Nuno Matos entra nas boxes, quando era 3º dos H81-1600 para abandonar a corrida. Na Production Cup, o líder mantinha-se o Datsun 1200 de Posser/Guedes, agora com Santos Mendonça/Neto no seu encalço e Pinto Abreu/Rebelo Martins no terceiro lugar. Na animada luta entre os Mini, a dupla Rego/Leal era agora líder, com Affonso/Beirão da Veiga logo atrás, seguidos por Dal Maso/Carvalhosa sempre muitos junto. Enquanto isso, nesta altura o Mini de Borreguero/Ferrão/Marques perseguia-os. Mais atrás, a dupla Neves/Santos e Sales/Salavada/Cavaleiro e Silva digladiava-se pela melhor posição entre eles.

A abertura da segunda janela para troca de pilotos cria uma azáfama incrível nas boxes e o líder do momento Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira são os primeiros a parar. Com tanta ocorrência ao pit lane gera-se trânsito para os reabastecimentos, numa altura em que o Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro, líder da categoria H81-Max entra nas boxes e não volta a sair devido a ao sobreaquecimento dos travões. O Datsun 1200 do líder da classificação da Production Cup, Francisco Freitas, também entra nas boxes e um problema elétrico não o deixa regressar à pista, deitando por terra a vitória final na categoria.

No final desta segunda janela o Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira mantém-se a liderar o pelotão, com o suspeito do costume, o outro Ford Escort idêntico de Diogo Lopes/Pereira em sua perseguição. O terceiro desta categoria H81-2000 era mais um Ford Escort RS 2000 de Vieira/Cruz que seguia agora na quinta posição. O Porsche 924 Turbo de Nunes/Dal Maso assume a liderança da categoria H81-Max e segue em sexto lugar, com o Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco/Salgado em segundo da categoria, mas a sensação do momento é o Golf GTi de Gaspar/Amaral/Ferreira que ocupa a terceira posição e lidera a categoria H81-1600, com o outro Golf Gti de Cerveira Pinto/Pedro Liberal em segundo da categoria, ainda que mais atrasado.

Na Production Cup é o Datsun 1200 de Santos Mendonça/Neto que passa a ser o líder, com a dupla Pinto Abreu/Rebelo Martins na segunda posição e Mourato Gordo/Rodrigues a surgirem no terceiro posto desta disputada categoria. Nos Mini, o líder passava a ser a parelha Affonso/Beirão da Veiga, que não podia relaxar já que continuava a ter em sua perseguição duas duplas: Rego/Leal e Dal Maso/Carvalhosa, sempre com parcas diferenças entre si.

Mas é na entrada na terceira e última janela de troca de pilotos que continua a haver mais surpresas. A corrida às boxes dá-se novamente em grande número ao mesmo tempo e a azáfama entusiasma todos os que observam os movimentos de carros e equipas no pit lane. Quando se fecha o tempo desta última janela de oportunidade, as condições atmosféricas, com a chuva que teima em não parar de cair, deixam a pista com algumas armadilhas e com uma condução difícil. É notória a luta dos pilotos com os bólides e também que alguns aumentam os seus tempos por volta, mas o Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira é cada vez mais líder. Esperava-se um desfecho tranquilo para os dois pilotos, mas uma penalidade de Stop & Go por incumprimento do tempo de paragem, a 10 minutos do final da corrida faz com que, a apenas 4 minutos do final e depois do cumprimento do castigo por parte  desta dupla, o Ford Escort RS 2000 de Diogo Lopes/Martins/Soares assuma a liderança da prova e as duas últimas voltas foram de tirar o fôlego, com os dois Ford Escort RS 2000 a disputar a prova até ao último metro. Acabou por ser o trio Lopes/Martins/Soares a levar a bandeira de xadrez em primeiro mas com uma vantagem de menos de dois segundos para Dias Pedro/Pereira. Com este resultado, Diogo Lopes e Filipe Martins sagram-se vencedores da categoria H81-2000 do Group 1 Portugal. Os terceiros a cortar a meta e também terceiros da categoria H81-2000 foram Vieira/Cruz e logo atrás cruza a meta o Golf Gti de Cerveira Pinto/Pedro Liberal, que num volte de face na categoria H81-1600, acabam por vencer por apenas um ponto esta categoria com a vantagem de apenas um ponto para Madalena Gaspar, que corta a meta em segundo.

Na H81-Max é o eficaz Porsche 924 Turbo de Nunes/Dal Maso a vencer, com o espetacular Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco e Rui Salgado a ser segundo, mas o título desta categoria já não fugiu a André Castro Pinheiro com o seu Jaguar XJS V12. Enquanto isso, o Alfa Romeo Giulia de João e Miguel Ribeiro acabam por vencer a luta com o BMW 1600 Ti de Paulo Antunes/Pinto Abreu na categoria H71-1600 e levam também a coroa desta categoria.

Na concorrida Production Cup, Santos Mendonça/Neto vencem de forma consolidada a prova, mas é a dupla Pinto Abreu/Rebelo Martins, que corta a meta em segundo lugar a fazer a maior festa, já que Tomás Pinto Abreu se sagra vencedor da categoria com este resultado, mas não sem antes apanharem um susto quando o vidro do seu Datsun 1200 se começa a embaciar e levam um Drive Through na fase final devido a tempos de paragem, o que fez aproximar perigosamente a dupla Posser/Guedes que cruza a meta em terceiro lugar da categoria.

No competitivo Troféu Mini, a emoção também esteve ao rubro até ao final. Os vencedores da corrida foram Affonso/Beirão da Veiga, embora os segundos classificados na prova Rego/Leal, tenham vendido caro este triunfo, mas quem mais sorriu foi a dupla Dal Maso/Carvalhosa, que foram os terceiros a cortar a meta, mas que com este resultado levam o titulo de vencedor do Troféu ao jovem Guilherme Dal Maso.

À parte do Troféu Mini, o Mini Cooper do trio Maciel/Aniceto/Lourenço terminou em 23º lugar, no meio da comitiva do Troféu e venceu a categoria 1052.

Para Diogo Ferrão “é um orgulho ter pilotos e equipas tão bem preparadas como as que temos no Group 1 Portugal, pois mesmo com estas condições climatéricas adversas não houve situações complicadas em pista. Nada fazia prever este desfecho depois de uma manhã de sol, mas só veio provar a excelente qualidade de pilotos que temos. Também não posso deixar de frisar que praticamente todas as categorias entraram para a última corrida com a classificação final em aberto e quase todas tiveram um desfecho diferente do que se esperava nos últimos cinquenta minutos de corrida, o que não deixa de ser fantástico e prova, mais uma vez, a competitividade desta grelha. No final, é um prazer enorme ver a satisfação dos pilotos e que mostram vontade de regressar para mais uma edição dos 250 km do Estoril, que este ano foi uma montanha russa de emoções”.

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