Monday, 22 November 2021 15:00

Iberian Historic Endurance encerra com os 250km do Estoril

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Com uma partida simbólica ao estilo Le Mans que nos remete aos anos 60, com os carros de corrida alinhados em espinha junto ao muro das boxes e os 40 bravos pilotos fora dos mesmos no lado ao oposto da reta da meta frente às suas respectivas máquinas à espera do cair da bandeira dado pelo diretor de corrida.

Pedro Lima, diretor de corrida, fez cair a bandeira do Motor Clube do Estoril e os 40 pilotos correram em direção às suas jóias. Os motores fizeram-se ecoar pelo Autódromo do Estoril e a partida simbólica estava completa, os 40 carros completaram essa volta e alinham conforme a ordem estabelecida na qualificação.
Markus Palttala e Mário Meireles compunham a cabeceira do extenso pelotão do Iberian Historic Endurance e assim que as luzes do semáforo se apagaram a corrida de 2h que marcam o final da época começou.

Lars Rolner, num Porsche 911 3.0 RS teve uma reação ao cair do semáforo brilhante e na travagem para a primeira curva já se tinha adiantado a Mário Meireles, Bastos Rezende e a Thibault Pierre. Palttala aproveitava assim para escapar do restante pelotão e construir uma vantagem que permitisse ao piloto profissional finlandês, gerir, pois, a corrida ainda seguia no princípio. Atrás deste a luta pelo segundo lugar seguia ao rubro com Lars Rolner, Jakob V. Holstein, Miguel Ferreira, Miguel Vaz e Carlos Barbot na perseguição pelo lugar intermédio do pódio.

Quando abriu a primeira janela de paragens obrigatória, a liderança da prova passou de Palttala, que parava para entregar o volante do Porsche 911 3.0 RS ao seu companheiro de equipa Paul Daniels, para Lars Rolner que decidiu estender o seu turno de condução. Estratégia que se mostrou acertada pois quando Rolner entrega o Porsche a Pattrick Simon, este sai isolado na frente. Paul Daniels quando recebeu o carro do piloto finlandês começou a sentir alguns problemas mecânicos que impossibilitaram a dupla assistida pela JWA Engeneering de continuar a lutar pela vitória. O Porsche da JWA Eng. foi volta após volta perdendo posições até que pouco tempo antes da última janela de paragens foi obrigado a abandonar a prova.

Quem se destacou na segunda posição foram Annette Rolner/Thibault Pierre, Carlos Barbot e Diogo Matos, Jakob V.Holstein e José Monroy, Luís Sousa Ribeiro e Ricardo Pereira que aproveitaram para subir mais um lugar na classificação. Com os pilotos a encontrarem o seu ritmo de corrida a classificação não sofreu alterações.

No Iberian Historic Endurance as classificações das categorias é que interessam e quando o relógio marcou 0 minutos restantes e a bandeira de xadrez caiu, era Rolner / Simon que conquistavam a categoria H-1976 seguidos de Rolner/Pierre, ambas as duplas munidas de Porsche 911 3.0 RS, e no terceiro posto a completar o pódio Holstein e Monroy no belíssimo Ferrari 365GTB/4 Daytona.



Na Gentleman Driver Spirit, Mark Martin e Michael Gans num Ford Cortina Lotus triunfaram na categoria na frente da dupla pai e filho do Porsche 911 SWB de Piero e Guilherme dal Maso, Pedro Moriyon e José Carvalhosa completaram o pódio num carro idêntico aos segundos classificados.

Em H-1965, Barbot /Matos repetiram o triunfo do ano transato, vencendo a já mítica prova dos 250 km do Estoril num Lotus Elan 26R. A dupla portuguesa trifara sobre Robert Frowein no seu raro Porsche 904/6 e Per-Ake Forsvall também num Lotus Elan 26R que estreava no Estoril.



Nos H-1971, Ribeiro/Pereira com uma corrida com um misto de velocidade e estratégia, vencia a categoria num BMW 2800CS com Gutiérrez/Fuster/Ochagavias no seu habitual Porsche 911 2.5 ST a subirem ao lugar intermédio do pódio e Santos/Bravo a finalizarem os três primeiros classificados.

Em H-GTP & Sportscars, a vitória foi para João Mira Gomes e Nuno Afoito no seu ágil Lotus Seven. Os portugueses foram seguidos por Paulo Rompante no seu Alfa Romeo Ti Super com Palle Pedersen e Rasmus Lokvig, num pequeno Ginetta G4R a completarem o pódio da categoria.



No Index Performance by Cuervo y Sobriños o grande vencedor foi o Porsche 356 de Guillermo Velasco e Francisco Freitas, a dupla saiu do traçado do Estoril com um relógio único feito pela marca Cuervo Y Sobriños. Carlos Barbot e Diogo Matos, num Lotus Elan 26R foram os segundos classificados e o Datsun 510 SSS de Nelson Rego, Alexandre Leal, João Diogo Lopes e Filipe Martins terminaram o pódio daquela que é a mais importante categoria da competição ibérica.

Uma menção especial a Miguel Lobo que com o seu Shelby Cobra Daytona fez uma prova de trás para a frente, superando vários contratempos mecânicos no seu carro. O piloto algarvio terminou as duas horas de prova colocando o seu carro inscrito como convidado na 5ª posição da classificação geral apesar de correr na categoria convidado dado a especificações técnicas do carro.

Para Diogo Ferrão, responsável pela competição “Assistimos a uma prova de encerramento de época de grande qualidade, hoje aqui no Autódromo do Estoril. Todos os pilotos e equipa estão de parabéns pois não tivemos um único toque o que vai de encontro com o mote desta competição. Eu quando criei o Iberian Historic Endurace queria que fosse uma competição para Gentleman Drivers e as 40 equipas aqui presentes foram isso mesmo.
Termina mais um ano, o melhor de sempre tenho que confessar. Com uma média de 40 equipas por prova, com grandes corridas em termos de qualidade e com excelentes exemplares históricos presentes prova após prova. Ainda não posso adiantar novidades relativamente ao ano de 2022 mas muito em breve lançaremos o nosso calendário para o próximo ano e podem ter a certeza que haverá algumas surpresas. Agora desejo a todos um ótimo descanso e umas festas felizes e para o ano tudo faremos para sermos ainda melhores ainda”